segunda-feira, 30 de julho de 2012

"Guerreiros desde 1902 - 110 jogos inesquecíveis"




O ano é realmente especial para o Fluminense, e para comemorar os 110 anos de história do Tricolor, nada mais justo do que muitos presentes para a torcida mais bonita do mundo. Depois da camisa comemorativa, o Fluminense já disponibilize pela Flu Boutique o seu livro comemorativo, nomeado "Guerreiros desde 1902 - 110 jogos inesquecíveis".

Este livro é o mesmo que citei a meses atrás, onde o Fluminense contava com a ajuda de sua torcida, para arrecadar os fundos suficientes para a realização do livro. Pois é, a Torcida ajudou até mais da conta. A meta era R$ 110 mil, mas os Tricolores foram além e ajudaram com R$ 202.375,00, e possibilitaram que o livro se tornasse realidade.

Como o próprio nome diz, o livro traz 110 partida memoráveis, de 1902 até 2012. São títulos, clássicos e partidas com a emoção a flor da pele, transcritos por Dhaniel Cohen, Heitor D’Alincourt, João Boltshauser e Carlos Santoro, que relembram os melhores momentos dessa longa e magnífica história chamada Fluminense Football Club.

Não perca a oportunidade de garantir essa obra desde já. Clique aqui e compre já o seu livro "Guerreiros desde 1902 - 110 jogos inesquecíveis".

domingo, 29 de julho de 2012

Arbitragem rouba gol do Flu e deixa placar em 0x0

Foi absolutamente vergonhosa a atuação da arbitragem na partida desta tarde no Engenhão. O Fluminense realizou uma boa partida, mas foi claramente prejudicado pelo sr. Vicente Romano Neto, bandeira que atuou pelo lado direito do ataque Tricolor no segundo tempo.

O bandeira marcou um impedimento MUITO INEXISTENTE de Fred, num lance que ele disparou, junto a Marcos Junior, também em boa posição, frente ao arqueiro Victor, que ficou pelo caminho e deixou o gol aberto para a conclusão de Fred, que comemorou ao ver o juiz dar o gol, mas logo em seguida anula-lo por influência do bandeira.

Esse lance já foi no final da partida, aos 42 minutos, e brecou a chance de reação do Flu. A equipe, que foi superior ao Atlético-MG na etapa final, teve boas chances durante todo o jogo, podia ter reencontrado as vitórias, depois de perder para o Grêmio no Olímpico.

O grande destaque do jogo foi o goleiro Victor, do Atlético-MG, que fez grandes defesas, em destaque para a cabeçada de Nem, no primeiro tempo, e no chute de Fred, no segundo. Talvez estas tenham sidos as grandes chances do Flu no jogo, mas o camisa 83 do time mineiro cresceu e conseguiu segurar o placar.

Outro destaque ficou por conta de Digão, que atuou como volante e conseguiu dar conta de Ronaldinho Gaúcho, além de por vezes surgir como elemento surpresa no ataque. Gum também fez grande partida, que ao lado de Leandro Euzébio reeditou a dupla do título de 2010. Já Thiago Neves fez mais uma fraca atuação e comprometeu a criação da equipe.

Já o Galo não chegou a assustar o Flu. Apesar de "ameaçar uma ameaça", o Atlético-MG ficou só nisso. Acabou tendo muita sorte com a grande ajuda de Vicente Romano Neto, pois realmente não merecia o empate.

Com o empate, o Flu segue estacionado em terceiro, com 26 pontos, seis atrás do ainda líder Atlético-MG. Agora o Flu tem de voltar ao sul do país, agora para Curitiba, onde enfrenta o Coritiba no Couto Pereira, as 16h de domingo.

Pra voltar à disputa

Depois de duas rodadas longe de casa, chegou a hora de contar com o apoio de sua torcida num momento decisivo para o Fluminense. Se quiser seguir entre os lideres, o Tricolor tem obrigação de vencer o Atlético-MG no Engenhão hoje. 

A derrota para o Grêmio foi compensada com o empate do Vasco e com a derrota do próprio time gaúcho, deixando o terreno em plena condição para o retorno do Flu a disputa da liderança. Caso vença, o Flu vai a 28 pontos, três atrás do líder Galo, mas caso perca, ficaria nove pontos atrás do mesmo Atlético-MG, que iria a 34.

Mas isso não deve, e nem pode acontecer. O Flu conta com o retorno do maestro Deco, que tem tudo para voltar a ter uma de suas exibições de gala contra o Galo. Fred também pode ser um dos destaques, e voltar a disputar a artilharia do campeonato.

Abel não tem grandes problemas com a escalação da equipe. Diego Cavalieri, Wallace, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Fabio Braga, Jean, Deco e Thiago Neves; Wellington Nem e Fred, esses devem serem os onze iniciais de Abelão, que conta com os desfalques de Bruno, Anderson (lesionados) e Edinho (suspenso).

A bola rola no Engenhão a partir das 16h, com transmissão pelo PFC e da Rede Globo MG.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Frio gaúcho congela o Flu e Grêmio quebra invencibilidade Tricolor

Depois de onze partidas sem perder, o Fluminense enfim caiu no Brasileirão. Foram sete vitórias e quatro empates até a derrota de ontem para o Grêmio, na gelada Porto Alegre. Apesar do jogo ser fora de casa, podíamos esperar ao menos um empate, ou mais vontade da equipe em conseguir seu gol, mas não vimos isso.

Apostando numa postura defensiva diante todos os desfalques na equipe, Abel Braga errou muito ao aceitar o jogo do Grêmio e preferir esperar um gol cair do céu, que por sinal, não caiu. O técnico Tricolor apostou num 3-5-2, ou melhor, 5-3-2, já que os laterais não funcionaram como alas e deixaram Thiago Neves sozinho na armação das jogadas.

Wellington Nem e Zé Roberto, Grêmio x Fluminense (Foto: Alexandre Auler / Photocamera)
A nova camisa não estreou com o pé direito, e marcou a primeira derrota do Flu
no Brasileirão 2012 (Alexandre Auler/Photocamera)

A tática Tricolor funcionou primeiro tempo. Amarrou a partida e fez dela um verdadeiro teste de paciência para as torcidas, já que foram poucas as chances de gol na partida. Uma chance pra cá, outras duas pras lá e só isso durante os primeiros 45 minutos.

Na segunda etapa, no entanto, a defesa do Fluminense acabou cedendo ao ataque gremista. Aos 23 minutos, Marcelo Moreno dividiu com Gum e a bola sobrou para Kléber, que dominou e concluiu pro gol. O camisa 3 do Flu ainda tentou tirar em cima da linha, mas viu a bola passar raspando por sua perna e morrer no fundo do gol.

O gol enfim aqueceu o cérebro de Abelão, que resolveu dar postura ofensiva a equipe. Sacou Gum e Edinho, e foi com Wagner e Rafael Sobis. No entanto, de nada adiantou as alterações. O Flu seguiu sem oferecer real perigo ao gol defendido por Marcelo Grohe. Pra piorar a situação, Anderson se machucou ao cometer uma falta necessária em André Lima, e deixou a equipe com um a menos, já que anteriormente Abel trocou Nem por Rafael Moura. Nos minutos finais, o Grêmio também perdeu um jogador, pois Kléber fora punido com seu segundo cartão amarelo na partida, sendo expulso dela, mas ainda assim, nada de gol do Fluminense.

A derrota no gelado Olímpico, que marcou menos de 10ºC durante a partida, congelou o Fluminense na terceira posição. Com a vitória do Vasco sobre o Botafogo, o Flu ficou quatro pontos atrás da equipe da Colina, e agora e seguido de perto pelo Grêmio, com 24 pontos, um a menos que o time das Laranjeiras. A chance de recuperação é em outra partida decisiva, agora contra o líder Atlético-MG, no domingo, as 16h no Engenhão.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Sem Deco e mais três desfalques, Flu enfrenta Grêmio de olho na liderança

A missão Tricolor fora dos terrenos cariocas continua na noite de hoje. Depois de derrotar a Ponte Preta em Campinas, o Fluminense viajou para o Sul, mais precisamente para o Rio Grande do Sul, onde enfrenta o Grêmio pela última vez no estádio Olímpico Monumental. A casa da equipe azul de Porto Alegre será aposentada no fim dessa temporada, já que a Arena Grêmio será a nova casa dos gremistas.

Para derrotar Grêmio, o Flu não conta com Deco, Bruno (ambos por problemas musculares), Jean e Carlinhos (suspensão por cartões amarelos), mas conta com a boa fase do artilheiro Fred, que vem deixando a sua marca a quatro jogos, balançando a rede por cinco vezes, e já visa a artilharia da competição, precisando de apenas um gol para empatar com o líder Alecsandro, do Vasco.

Na onda de Fred, o Flu também pode chegar a liderança. No entanto, não basta apenas vencer o Grêmio. Além de fazer a sua parte, o Tricolor tem que secar o Atlético-MG, que recebe o Santos em Minas Gerais. Caso o Galo perca, o Flu assume a liderança, também contando com um tropeço do Vasco, que caso vença o Botafogo também tem de contar com a derrota do Atlético-MG.

No entanto, Fred não é a estrela única dessa companhia, mas é a única que vem brilhando. Thiago Neves é outro fator que pode decidir a favor do Flu, mas vem oscilando bastante de rendimento. Na última partida, marcou um gol de falta - e de sorte também, convenhamos que o desvio do atleta alvinegro foi crucial.

A bola vai rolar no Olímpico a partir das 21h50 no horário de Brasília. A partida terá transmissão pela Rede Globo para todo o Brasil, exceto para Porto Alegre.


segunda-feira, 23 de julho de 2012

Flu joga mal mas vence sofrido a Ponte e segue invicto

Não foi como os Tricolores queriam, mas acabou da mesma forma que todos imaginavam. Independente de ter jogado muito mal, o Fluminense saiu de Campinas com três pontos na conta e segue imbatível no Campeonato Brasileiro, com 11 rodadas já passadas.

A baixa qualidade do jogo foi compensada com tons dramáticos no fim. O primeiro gol do jogo saiu dos pés de Thiago Neves, que cobrou falta pela esquerda em diagonal e contou com o desvio de Renê Júnior, abrindo o placar aos 44 do primeiro tempo. Assim como antes do gol, a partida seguiu fraca, e só melhorou aos 38, quando a Ponte Preta empatou, com Ferron, de cabeça.

O empate seria um pouco frustrante para os Tricolores, mas não era nada além do merecido, já que o Flu não fez por merecer a vitória. No entanto, as vezes surge aquela tal "sorte de campeão". Quando o relógio marcava 45 minutos, Gustavo Lazzaretti impediu o avanço de Wellington Nem na área com um carrinho. Pênalti pro Flu. Assim como na quinta, Fred pegou a bola, bateu e fez, garantindo a festa de aniversário do Fluzão.

A situação segue a mesma. Terceiro lugar com 25 pontos, três atrás do líder Atlético-MG. O próximo jogo do Tricolor é um confronto direto contra o Grêmio, quarto colocado com 21 pontos. A partida será no Olímpico, às 21h50 de quarta-feira.

sábado, 21 de julho de 2012

Flu lança camisa comemorativa aos 110. Compre já a sua, é edição limitada!

De 21 de julho de 1902 até hoje, 21 de julho de 2012, se passaram exatos 40.178 dias. Para comemorar isso, a Adidas resolveu fabricar o mesmo número de camisas comemorativas aos 110 anos do clube.


A camisa relembra o primeiro uniforme do Fluminense, com metade da camisa cinza e a outra branca, com o primeiro escudo no peito esquerdo. Seguindo essa linha, a Adidas acertou em cheio na homenagem e reproduziu na medida a antiga camisa, colocando beleza com simplicidade na nova armadura.

fluminense nova camisa laranjeiras (Foto: Edgard Maciel de Sá / Globoesporte.com)
A nova camisa exposta na sala de troféus do clube, ao lado da estátua CX,
que em algarismos romanos significa 110 (Edgard Maciel de Sá/Globoesporte.com)
A camisa traz pequenos detalhes que lembram a data especial. Abaixo do escudo está bordado "1902-2012", enquanto no canto inferior esquerdo da camisa a Adidas colocou uma etiqueta bordada com a frase "21 de julho de 1902 / Desde 40.178 dias e para sempre / Eu sou tricolor" além de informar qual é a edição da camisa, que vai de 00.001 até 40.178, ou seja, nenhuma camisa oficial será igual a nenhuma outra oficial. Outro detalhe fica nas costas da camisa, que traz a frase "Nós somos a história" próximo a nuca.

Veja mais algumas fotos da nova camisa:
 
 

Essa raridade está a venda na Fluboutique. Não perca a oportunidade e compre já aqui

CX: Nós somos a história

Era 21 de julho de 1902 quando tudo começou. Ali, nas Laranjeiras, nascia o Fluminense Football Club, com sua vocação para eternidade. De lá pra cá se passaram 40.178 dias e o clube cresceu, ganhou, perdeu, mas sempre marcou história. Marcou com ídolos, máquinas, exércitos, conquistas. Foi de Castilho à Cavalieri, de Romerito à Conca, de Assis à Fred, de Gérson à Deco. 110 anos e muitos nomes cravados numa história gloriosa chamada Fluminense, que foi além de seu próprio território e também cravou história no futebol. Se a Seleção Brasileira é pentacampeã mundial hoje é porque o Fluminense teve uma grande participação lá no começo dela.

E como esquecer dela, da torcida que comemora mais que ninguém o dia de hoje. A Torcida Tricolor, que sempre ao lado do Fluminense passou pelos piores momentos, mas vem sendo recompensada com outros melhores. Se caímos no passado, ganhamos no presente, e nós estamos vivendo isso. Cada geração da Torcida teve seu privilégio. Alguns viram a Máquina de 70, outros a de 80, enquanto o gol de barriga em 95 ficou na memória de outros, e o Time de Guerreiros da atual década é para a nova geração. mas também tem aqueles que foram abençoados por João de Deus para ver e guardar todos esses momentos no coração guerreiro que aguentou muitos momentos extremamente emocionantes.

Nós somos a história, e continuaremos sendo, pois estamos escrevendo uma linha a cada dia, um capítulo a cada ano, mas nunca iremos terminar esse livro chamado Fluminense Football Club, que sempre guarda uma surpresa pro próximo instante.

Parabéns Fluminense, clube que orgulha o Brasil, retumbante de glórias e vitórias mil.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Voltando aos poucos

A fase negra nas Laranjeiras ia passando aos poucos. Ao ganhar a série C em 1999, o Fluminense se preparava para retornar à segunda divisão, e lutar para enfim voltar ao lugar da onde jamais deveria ter saído. O clube voltou a ser dirigido com seriedade, e iria encarar com dignidade a série B. No entanto, no ano de 1999, uma grande confusão perturbou o cenário do futebol brasileiro naquele ano. O caso envolvendo os rebaixados da série A para a B, que envolvia cálculos e ainda o caso Sandro Hiroshi, atleta do São Paulo envolvido em um caso de adultério de idade, acabou causando um grande tumulto entre o STJD, a CBF e o Clube dos Treze, já que algumas equipes reclamaram de que haviam sido prejudicadas pelas punições e regulamento. Com isso, o Campeonato Brasileiro de 2000 foi suspenso.

Sem um campeonato para disputar, o Clube dos Treze resolveu entrar na parada e remontar o Brasileirão. Pegou todas as equipes e dividiu em quatro módulos, e assim como em 1987, as organizou por importância, ou seja, os mais importantes para o futebol brasileiro ficaram no primeiro módulo (série A), as de média importância na segunda e terceira, e as de menor expressão, na última. O módulo principal fora chamado de módulo azul, os demais, respectivamente de amarelo, verde e branco. Os melhores qualificados dos módulos amarelo e azul se enfrentariam em uma fase final e disputariam o título brasileiro daquela edição.

O Fluminense, mesmo em má fase, foi chamado para jogar no módulo principal, devido a sua tradição diante o futebol brasileiro. Foi assim que o Tricolor retornou legalmente à primeira divisão, sem nenhum esquema ou manipulação. Qualquer outra coisa dita que não seja isso, é pura mentira.

A prova da força do Fluminense, é que ele terminou em terceiro e classificado no módulo azul. Certas equipes, como aquela equipe da Gávea, sequer conseguiram se classificar para a fase seguinte. Com 42 pontos, ficou à apenas três do campeão Cruzeiro, com quem avançou junto as outras 10 equipes (os 12 melhores passavam) para enfrentar  os oito melhores de cada um dos dois grupos do módulo amarelo.

No entanto, logo nas oitavas-de-final, o Fluminense foi derrotado pelo futuro vice-campeão São Caetano, empatando a primeira partida no Anacleto Campanella por 3x3, e perdendo no Maracanã por 1x0, dando adeus à competição, mas mantendo-se dignamente na série A.

Os dias nas Laranjeiras enfim voltavam a ser de Sol. O Fluminense estava realmente de volta, e as vésperas de um marco importante na sua história. No ano de 2002 o Tricolor completaria 100 anos, e com isso, o objetivo de 2001 era conseguir uma vaga na Copa Libertadores. O clube seguiu firme nesse objetivo. Conseguiu o terceiro lugar na primeira fase, e seguiu em frente. Na fase eliminatória, onde as partidas eram únicas, deixou pra trás a Ponte Preta pelo placar de 3x2 no Maracanã. Na semi-final, o Flu teve que ir até a Arena da Baixada enfrentar o forte Atlético-PR. Se vencesse, cravaria ser retorna à competição continental após 17 anos. O Flu saiu na frente, com o lendário Magno Alves no fim do primeiro tempo. Na segunda etapa, o jogo pegou fogo. A estrela do artilheiro Alex Mineiro brilhou forte, e o Atlético-PR virou o jogo com dois gols, aos 4 e 24. No entanto, se lá tinha Alex, aqui tinha Magnata, que empatou aos 29. O jogo seguiu pegado, mas a pressão da torcida atleticana fez a diferença, e aos 44 minutos, Alex Mineiro concretizou a classificação rubro-negra para a final, eliminando o Fluminense.

Sem a Libertadores, o Tricolor teve que ir para o seu centenário visando a conquista do Brasileirão, e investiu bem para isso. O clube, com a ajuda da Unimed, que entrará em 1999, fez sua primeira grande contratação na década: Romário. Sua estréia foi diante de 70 mil Tricolores alucinados no Maracanã, que viram uma partida inesquecível contra o Cruzeiro. O Baixinho fez dois, Magno Alves fez outro, assim como Fernado Diniz e Beto, que marcaram os gols da goleada por 5x1, que foi a primeira partida daquele Brasileirão, que teve o Tricolor oscilando entre altos e baixos, mas mesmo assim, conseguindo a classificação para a fase final.

Contra o São Caetano, vitória por 3x0 e derrota por 2x0, garantindo o Flu na fase seguinte. A semi-final, contra o Corinthians, teve no Maracanã 1x0, com gol de Romário, seu 16º na competição. No jogo de volta, o alvinegro venceu por 3x2 e passou por conta da sua melhor campanha na fase inicial.

No entanto, o ano de 2002 também foi de alegrias. Antes da disputa do Campeonato Brasileiro, o Flu venceu seu 29º estadual, ao derrotar o Americano na final, vencendo por 2x0 e 3x1 as partidas finais, e sagrando-se campeão no seus centenário. Além da conquista, o Flu venceu a sua partida comemorativa, contra o Deportivo Toluca, do México, erguendo a taça do Centenário, ao derrotar os mexicanos por 3x1 no Maracanã.

No ano seguinte, o ano começa com um campeonato carioca diferente. Sem a Taça Rio, os clubes disputam apenas a Taça Guanabara, sendo disputado em turno único com todos enfrentando todos. O Fluminense realizou uma boa campanha, terminando em terceiro e se classificando para a semi-final, onde derrota o Flamengo por 1x0 no primeiro jogo e goleia por 4x0 no segundo, seguindo para a final contra o Vasco. No entanto, dessa vez o time da colina não foi vice, pois venceu os dois jogos por 2x1 e sagrou-se campeão carioca pela última vez até os dias de hoje.

O resto do ano não é muito animador para os Tricolores. Além da eliminação nas oitavas-de-finais da Copa do Brasil para o Sport, o Flu realizou um mal Brasileirão e ficou em 19º, no velho campeonato de 24 equipes. Os mesmo vale para 2004, que foi mais um mal ano nas Laranjeiras, sem títulos e de poucas aspirações.

Já 2005 o Tricolor pode-se orgulhar-se novamente da equipe. Começa com a heroica conquista do Cariocão, com o milagre de Antônio Carlos, marcando um gol de nuca aos 43 minutos do segundo tempo, cravando o 3x1 no placar do Maracanã e dando o título sobre o Volta Redonda. A conquista embala o Flu pela Copa do Brasil, que passa por Campinense-PB, Esportivo-RS, Grêmio, Treze-PB, Ceará e para no Paulista, que surge como uma grande zebra e segura o Flu em São Januário, marcando para sempre o estádio como "proibido para Tricolores".

A perda da Copa do Brasil não desanimou a equipe comandada por Abel Braga. O técnico Tricolor colocou a equipe na luta pelo título, mas no final do campeonato, black-out. Até hoje procuramos explicações para o apagão Tricolor na reta final. Precisando de apenas uma vitória nos últimos cinco jogos para garantir sua vaga na Libertadores, o Fluminense consegue perder todas, inclusive para o Palmeiras, na rodada final, por 3x2, de virada.

Se em competições nacionais ficou no quase, em internacionais também. Depois de deixar o santos e Banfield pra trás na Copa Sul-Americana, o Tricolor foi eliminado pela Universidad Católica, após vencer por 2x1 no Rio, mas perder por 2x0 no Chile. A equipe chilena teve com destaque um certo argentino chamado Darío Conca... enfim, alguns anos mais tarde voltaríamos a ouvir falar dele.

O ano de 2006 não foi dos melhores, muito pelo contrário. O Fluminense amargou um ano de decepções em todas as competições que disputou, e quase foi rebaixado no Brasileirão, mas safou-se na reta final.

Já 2007... ah, enfim o brilho de uma verdadeira conquista. Mas preferi deixar esse capítulo para depois, pois marca o início de uma nova fase, precedendo o Time de Guerreiros.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Invicto e com moral: Flu goleia Bahia com show de seu maior artilheiro do Brasileirão: Fred

Time de Guerreiros venceu mais uma e segue invicto
(Photocamera)
O Fluminense teve duas etapas distintas na noite de hoje no Engenhão. Se nos primeiros 45 minutos iniciais o Flu ficou só na vontade, nos finais o Tricolor sobrou em campo e massacrou o Bahia por 4x0, com dois gols de pênalti de Fred, que além de se colocar de vez na história do Fluzão como maior artilheiro Tricolor no Brasileirão, com 44 gols, deu duas assistências para os gols de Thiago Neves e Wallace, que completaram o placar.

Poucos apostariam na goleada se tivessem visto apenas o primeiro tempo. Com tentativas apenas em chutes de lona distância, o Fluminense falhava em chegar ao gol. Tinha muita posse de bola, mas pouca conclusão. Também não passava por apuros, já que o fraco time baiano não oferecia perigo ao gol defendido por Diego Cavalieri, que mesmo se não estivesse 100% da virose não teria nenhum problema.

No intervalo, podemos acreditar que Abelão tenha dado uma bela sacudida na equipe, que voltou muito mais disposta ao segundo tempo. Logo aos três minutos, Deco, até então apagado, colocou Wellington Nem dentro da área e viu o jovem atacante seu derrubado pelo goleiro Marcelo Lomba. Pênalti e cartão pro arqueiro baiano. Fred pegou a bola, bateu e converteu, abrindo o placar no Engenhão.

Era o 43º gol do capitão, igualando-o à Magno Alves, até então o maior artilheiro do Flu na história do Campeonato Brasileiro. Fred estava a apenas um gol de colocar seu nome em mais um posto da história Tricolor, e isso não iria demorar para acontecer, mas antes, ele teve que ajudar Thiago Neves. Aos 20 minutos, o camisa 9 levantou pro 7, que completou de cabeça, ampliando o placar.

Um gol, uma assistência. Essa era a ordem da noite. O segundo gol de Fred veio nove minutos depois, em mais um pênalti para o Flu. Dessa vez, o próprio capitão sofreu, sendo derrubado por Danny Morais após receber passe de Deco. O camisa 9 mais uma vez cobrou e fez, marcando seu 44º gol pelo Flu em Brasileirões, competição que disputa com a camisa Tricolor desde 2009.

Já a segunda assistência veio no finalzinho do jogo, só pra fechar a conta. Aos 42, passe para Wallace, que entrará na vaga de Carlinhos, que saiu machucado. O lateral bateu de bico, sem chance para Marcelo Lomba, que vai ter pesadelos com o poder de fogo Tricolor desta noite.

A goleada manteve o Flu na cola do líder Atlético-MG e do vice Vasco. O time mineiro lidera com 25, enquanto o cruzmaltino possui 23 pontos, um a frente do Fluzão, que se isolou do quarto colocado, o Grêmio, com 18. O próximo jogo do Tricolor é no domingo, às 18h30, quando enfrenta a Ponte Preta no Moisés Lucarelli.

domingo, 15 de julho de 2012

Fred brilha em mais um clássico, mas Flu cede empate

Novamente a estrela do capitão Fred brilhou em um clássico, e justamente contra a sua vítima preferida: o Botafogo. No entanto, dessa vez a equipe de General Severiano não se entregou e conseguir arrancar um empate e encerrar a rodada no G4, junto ao Tricolor, que ocupa a terceira posição, três pontos a frente do alvinegro e também a três pontos do líder Atlético-MG.

O primeiro tempo foi bastante movimentado, como boas oportunidades pros dois lados, mas nenhum deles soube aproveitar as chances. Os gols vieram no segundo tempo. Aos oito minutos, Fred aproveitou a cobrança de escanteio de Thiago Neves e colocou de cabeça a bola no fundo do gol.

Pra variar, o gol fez com que Abel Braga colocasse a equipe na defensiva, dando mais espaço para o Botafogo, que deu trabalho e aos 21 conseguiu empatar, com Andrezinho, também de cabeça.

O próximo compromisso do Fluminense é agora contra o Bahia, às 21h de quinta-feira no Engenhão.

Desfalcado, Flu faz seu segundo clássico seguido no Brasileirão

Se é bom ou não, ainda não é possível saber, mas o fato é que a tabela de jogos do Brasileirão colocou o Flu em dois clássicos seguidos. O primeiro, contra o Flamengo, foi ajustado para a 8ª rodada para coincidir com a data do centenário do Fla-Flu, mas acabou coincidindo também em preceder o clássico Vovô na 9ª rodada. Por sorte, o Tricolor vem motivado para mais esse clássico, pois venceu o Flamengo e manteve os bons números em clássicos nesse ano.

Pelo Cariocão o Fluminense disputou sete clássicos, vencendo três (dois na final da competição contra o Botafogo), empatando dois (incluindo uma vitória nos pênaltis contra o Botafogo) e perdendo dois. No Brasileirão, o Tricolor disputou seu oitavo clássico contra o Flamengo, o único que não havia sido batido pelo Flu no Campeonato Carioca, mas foi devidamente derrotado no Fla-Flu centenário.

Com esse retrospecto, o Flu elimina de vez a seca em clássicos, que tanto atormentou os Tricolores em 2011, que viu o time realizar um bom Campeonato Brasileiro, mas sem nenhum clássico vencido, nem sequer no Carioca.

Na tarde de hoje, o Fluzão tem a chance de vencer mais um clássico, e se firmar entre os primeiros classificados. No entanto, dessa vez, o Tricolor contará com importantes desfalques, sendo eles Deco (suspensão por três cartões amarelos), Diego Cavalieri (virose) e Diguinho (entorse no tornozelo). Com isso, Abel deve ir a campo com Ricardo Berna, Bruno, Gum, Anderson e Carlinhos; Edinho, Jean, Wagner e Thiago Neves; Wellington Nem e Fred.


Não perca esse jogão, que será transmitido pelo PFC, à partir da 16h, ao vivo do Engenhão.

domingo, 8 de julho de 2012

Como a cem anos atrás: Flu derrota Fla, em dose dupla

Em 1912, no dia 7 de julho, Fluminense e Flamengo fizeram nas Laranjeiras o primeiro Fla-Flu da história. O Tricolor venceu por 3x2, mesmo com uma equipe toda desfalcada, já que quase todos os titulares haviam abandonado a equipe e partido para a Gávea, dando origem ao time rubro-negro no futebol. Em 2012, no dia 8 de julho, cem anos e um dia após o primeiro Fla-Flu, as duas equipes voltaram a se enfrentar, pela 390ª vez na história, e assim como na primeira vez, o Fluminense  venceu o Flamengo.

fred fluminense gol flamengo (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
Brilhou a estrela de Fred, que enfim marcou contra o Flamengo
(André Durão/Globoesporte.com)

A vitória por 1x0 fez o Flu subir mais uma posição da tabela, já ocupando o segundo lugar, com 18 pontos, apenas um atrás do líder Atlético-MG. O Flu segue sendo o único invicto na competição, e tem mais um forte desafio pela frente. O próximo adversário é o Botafogo, que vem se recuperando, e talvez possa contar com o meia holandês Seerdorf, que acabou de chegar em General Severiano. A partida será disputa no Engenhão, as 16h do domingo.

No entanto, a vitória veio em dose dupla pras Laranjeiras. Além de derrotar o rubro-negro na partida oficial, teve também a vitória Tricolor na partida entre ilustres Tricolores e flamenguistas. A partida teve apenas 20 minutos, por causa da chuva, e o gol da vitória veio de Arthurzinho, e que golaço. O craque dominou dentro da área, ajeitou e bateu colocado, no ângulo, cravando o placar que seria o mesmo da partida posterior.

Antes do clássico, hino das duas equipes tocados pela Fuzileiros Navais e cantados por Toni Platão, pelo Flu, e Dudu Nobre, pelo Fla. Depois disso foi a hora do verdadeiro espetáculo. A partida em si não trouxe nenhuma grande demonstração de talento, mas transbordou de raça e vontade, típicas de qualquer clássico.

O Flamengo, que não vive grande momento, resolveu apostar todas suas fichas partindo pro ataque. Sobrou espaço pros contra-ataques do Fluzão, que apostou na sua defesa em grande fase e no talento de seu ataque. Deu certo. Durante todo o jogo o Flu se segurou bem lá atrás e levou certo perigo ao gol rubro-negro, sendo fatal logo aos 10 minutos da primeira etapa.

Blitz Tricolor na zona rubro-negra. Thiago Neve cobrou falta mal, na barreira, e a defesa afastou mal. A bola voltou para Thiago, que trouxe para a direita e cruzou com a perna direita mesmo. No meio da área estava Fred, que bem posicionado apenas desviou e mandou pra rede, para a euforia dos Tricolores. O primeiro gol do camisa 9 em Fla-Flus não poderia vir em momento melhor.

O cenário do jogo não mudou após o jogo. Fla tentando tomar as iniciativas, Flu tentando o contra-ataque. Mas o rubro-negro não tinha sucesso, diferente do Tricolor, que teve grande chance de ampliar aos 34, quando Thiago mais uma vez cruzou pela direita para Fred, que dessa vez não conseguiu desviar.

No segundo tempo, o Flu ficou ainda mais acuado, esperando o Flamengo, que avançava na base do abafa, e aposta nos garotos Adryan e Mattheus, que já planejavam comemorações em caso de gols. Para a tristeza dos garotos, o Flamengo não conseguiu balançar a rede. A trave sim, balançou na cabeçada de Arthur Sanchez. O próprio Adryan teve sua chance, também de cabeça, mas mandou pra fora.

O Flu, na base da velocidade de Wellington Nem, acabava tropeçando nas próprias pernas na hora de finalizar os contra-golpes, mas acabou que não fez diferença. Já estava escrito, que cem anos depois a tradição continuaria de pé, e que mais uma vez o Fluminense venceria o Flamengo, e assim foi... 1x0? Não, 2x0, Fred e Arthurzinho.

Chegou a hora. O Centenário Fla-Flu é hoje

O aniversário de cem anos foi ontem, mas é hoje que a festa vai acontecer. O palco não é o tradicional Maracanã, estádio que tem a cara do Fla-Flu, mas o Engenhão vai receber em alto nível o clássico mais charmoso do Brasil. Todos os 34.600 ingressos foram vendidos, e o espetáculo vai começar bem antes da partida oficial.

Marcado para as 14h, uma pelada entre ilustres Tricolores e rubro-negros vai começar a dar um clima no Engenhão, que já vai estar fervendo as 16h, momento em que a bola vai rolar para o Fla-Flu 390, que apesar de tantos festejos, não é nenhum amistoso comemorativa e valerá os mesmos três pontos de qualquer outra partida do Brasileirão.

Ambas equipes também preparam suas homenagens. O Flamengo vai entrar em campo com cada jogador utilizando os nomes dos atletas rubro-negros do primeiro Fla-Flu (vencido por 3x2 pelo Fluzão), enquanto o Fluminense vai relembrar os rubro-negros de todos os grandes carrascos Tricolores, que já fizeram o Flamengo sofrer. Os homenageados serão Batatais (Cavalieri), Wilton (Wallace), Bartholomeu (Gum), Flávio (Anderson), Hércules (Carlinhos), Manfrini (Edinho), Renato Gaúcho (Jean), Oswaldo Gomes (Deco), Aílton (Wagner), Assis (Wellington Nem) e Ézio (Fred, que já homenageou o falecido artilheiro ano passado). O curioso é que se Thiago Neves jogar, ele se auto-homenageará, já que ele tem quatro gols em cima do Flamengo, três numa única partida (4x1). A homenagem será até a bola rolar, pois depois de adentrarem o campo, os jogadores vão utilizar suas próprias camisas.

Abel Braga terá praticamente o time titular todo a sua disposição, tendo como ausências Leandro Euzébio (hérnia de disco), Diguinho (entorse no tornozelo esquerdo) e Rafael Sobis (lesão na coxa direita). Com isso, Abelão deve ir com Diego Cavalieri, Wallace, Gum, Anderson e Carlinhos; Edinho, Jean, Deco e Wagner; Wellingto  Nem e Fred.

Quem será o novo herói? O novo carrasco? Confira hoje, a partir das 16h, o centenário Fla-Flu.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

É amanhã! Inauguração da nova sala de troféus marcará o início do mês dos 110 anos

sala de troféus Fluminense obras (Foto: Edgar Maciel de Sá / Globoesporte.com)
O Time de Guerreiros ganhou mais esse presente
da Brahma, que viabilizou o sonho de uma
Sala de Troféus de verdade
(Edgard Maciel de Sá/Globoesporte.com)
Depois de muito tempo de espera, enfim o Fluminense terá uma sala de troféus a sua altura. Com o apoio da Brahma, que investiu cerca de R$ 800 mil na reforma da sala e mais R$ 60 mil para a festa, o Fluzão poderá voltar a exibir com orgulho as suas conquistas, e dessa vez, em alto nível. Aquela velha sala cheia de troféus empilhados ficou no passado. Agora, uma sala moderna e espaçosa receberá os Tricolores de todo o mundo que quiserem conhecer melhor a história do Fluminense Football Club, pois além de taças, a sala terá vídeos e muitos outros meios de contar a gloriosa história Tricolor. Outro presente da Brahma é uma armadura dourada que estará exposta na Sala de Troféus, representando o Time de Guerreiros, que vem fazendo história jogo após jogo, e que vem prometendo mais uma conquista nesse ano especial para o Fluzão.

A imprensa terá acesso ao novo local logo de manhã, mas a festa de inauguração será de noite, no Salão Nobre das Laranjeiras e contará com a presença dos músicos Tricolores Toni Platão de Dado Villalobos, com a apresentação da jornalista também Tricolor Ana Paula Araujo. Além dessas celebridades, haverá uma homenagens à ídolos campeões nacionais pelo Fluminense. Representando o título de 1970, o ex-volante Denílson. A conquista de 1984 será representada pelo craque Romerito. A Copa do Brasil de 2007 terá o Monstro Thiago Silva como representante. Já o Tricampeonato de 2010 terá o capitão Fred para representar. Assis também foi chamado, por conta do centenário do Fla-Flu, mas a presença do Carrasco ainda não foi confirmada. Todos receberão uma placa das mãos do presidente Peter Siemsen em homenagem a participação de cada um nos 110 anos do Fluminense Football Club.

domingo, 1 de julho de 2012

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