terça-feira, 29 de novembro de 2011

Fotos de Figueirense x Fluminense

Mais de uma semana após o jogo e enfim publiquei as fotos. Para conferir os registros, cliquem aqui e vejam os momentos pré-jogo dessa partida, como o aquecimento dos jogadores do Fluzão horas antes da peleja. Confira aqui uma das fotos

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Nessa o volante Diguinho aparece descendo para o vestiário

De bônus, você ainda pode conferir algumas fotos que selecionei do jogo entre Fluminense x Guarani, que valeu o título brasileiro ao Fluzão. Eu estava lá e registrei esses momentos, mas como ainda não tinha blog, não havia publicado em nenhum lugar. Para conferir os dois álbuns, acesse http://www.flickr.com/photos/dalhenense/sets/

Termômetro da Rodada 37

domingo, 27 de novembro de 2011

Não deu...

Num jogo eletrizante até o fim, o Fluminense perdeu para o Vasco pelo placar de 2x1 e deixou a disputa pelo título, que segue aberto entre Vasco e Corinthians, que venceu o Figueirense no Orlando Scarpelli por 1x0 e sagrava-se campeão até minutos após o árbitro encerrar o jogo, quando Bernardo fez o gol da vitória cruz-maltina e manteve o título sem dono.

O primeiro tempo do confronto começou da mesma forma que começou, mas a rede esteve muito perto de balançar em três oportunidades. Até balançou, logo aos dois minutos, com Diego Souza, mas o auxiliar marcou impedimento no lance e anulou o gol vascaíno. O jogo estava aberto e pegado, com muitas faltas pesadas e entradas duras, com destaque para duas de Juninho Pernambucano, que deu duas entradas criminosas por trás e recebeu apenas um cartão amarelo.

Aos 24 minutos, o primeiro lance perigoso do jogo. Fred tabelou com Sóbis e bateu pro gol. A bola desviou na zaga cruzmaltina e foi na trave esquerda de Fernando Prass. O Vasco resolveu responder minutos depois, aos 31, quando Juninho bateu escanteio e Romulo mandou de cabeça. Cavalieri espalmou e sobrou para Élton, sozinho, que de frente pro gol aberto mandou no travessão. Na sobra, Diego Souza mandou por cima do arco. No lance seguinte, foi a vez do Flu chegar perto mais uma vez. Nessa oportunidade, Deco tocou para Fred, que de cabeça deixou Marquinho numa ótima posição, mas o camisa 7 não quis dominar e preferiu mandar um voleio de primeira, e acabou mandando pra fora.

O Flu teve mais chances na etapa inicial, mas o jogo havia sido equilibrado, e seguiu assim na etapa final. Além de equilibrado, o jogo seguiu duro, com faltas violentas por ambos os lados, mas com o time cruzmaltino exagerando ainda mais nas jogadas. Com isso, seis cartões amarelos foram distribuídos nos primeiros 20 minutos do segundo tempo.

Nessa altura do jogo, o Corinthians já vencia o Figueirense, com gol de Liedson. O resultado alvinegro combinado com o empate no Engenhão tirava Flu e Vasco da disputa do título, que seguia antecipadamente para o Parque São Jorge. O Flu só teria chances no campeonato se o Corinthians perdesse ou empatasse, mas nada disso adiantaria caso o Flu não fizesse a sua parte e levasse os três pontos. Mas, não era só o Flu que estava interessado na vitória, o Vasco também precisava na vitória.

Pressionados pelo resultado alheio, as duas equipes foram desesperadamente em busca da vitória, e logo o gol iria sair. E saiu, aos 31 minutos, depois da falha grosseira da defesa Tricolor. Cobrança de escanteio pela direita, Rômulo, sem marcação nenhuma, mandou de cabeça para Alecsandro, que também sem marcação, mandou também de cabeça em cima de Cavalieri, que se enrolou todo com a bola e acabou deixando entrar.

Parecia tudo perdido pro Flu. "Será que dessa vez não vai dar?" pensavam os Tricolores. Até poderia sim, dar certo mais uma vez, pois Fred, que vive uma fase brilhante, empatou a partida com um golaço. Aos 38, Mariano levantou, Fred matou no peito e mandou de voleio pro gol, deixando tudo igual no Engenhão, mas ainda precisando de dois gols: um do próprio Flu e um do Figueirense.

"Agora vai, vamos virar e o Figueira vai empatar" sonhavam os sempre esperançosos torcedores do Time de Guerreiros, que ia tentando, na raça, virar o jogo e deixar tudo pra ser decidido em Floripa, onde o jogo estava cerca de três minutos adiantado. Quando o relógio marcava 44 minutos no Engenhão, o jogo acabou no Scarpelli. Junto, acabavam as chances do Fluminense.

A nação corintiana ia fazendo a festa, mas esqueceram que o jogo estava aberto no Rio de Janeiro. Tão aberto, que o Vasco, mesmo morto de cansaço em campo, conseguiu desempatar e vencer o clássico aos 45 minutos, com Bernardo, num contra-ataque veloz, onde o jovem meia bateu na primeira oportunidade e Cavalieri pegou, mas na sobra, lá estava o camisa 31 pra mandar pra rede e manter o Brasileirão aberto.

Agora, resta levantar a cabeça e visar 2012, planejar uma boa temporada do início ao fim, passando, principalmente pela Libertadores. Pra encerrar esse ano de 2011, resta ainda o jogo contra o Botafogo, no domingo que vem, para ao menos, fechar o ano que começou mal, com uma única vitória em clássicos e ainda nos garantirmos de forma direta na Libertadores.

Faça o impossível, Fluminense!

Parece tão difícil, mas ao mesmo tempo, tão fácil. Para nós, Tricolores, o que parece impossível é só mais um obstáculo a ser superado. Ta certo que não depende só de nós mesmos. Além de termos de vencer o Vasco e o Botafogo, temos que secar o Corinthians contra o Figueirense e Palmeiras. Com uma derrota e um empate alvinegro, combinado com duas vitórias Tricolores, o título é nosso. Mas se vencermos o Vasco e o Corinthians vencer o Figueira, já era, o título é corinthiano.

Mas por que não acreditar? Não é difícil, é somente uma simples combinação de resultados bastante prováveis. Clássicos são jogos abertos, onde qualquer um pode vencer, por que duvidar de duas vitórias do Flu e de uma vitória palmeirense? Bater o Figueirense lá no Orlando Scarpelli não é fácil, apesar da goleada que aplicamos neles na semana passada. Vale lembrar que os catarinenses não vão querer perder de jeito nenhum esse jogo, afinal, é a primeira Libertadores dos alvinegros do sul que esta em jogo.

Enfim, antes de tudo, temos que fazer a nossa parte. Temos que confiar em nossos Guerreiros e depois torcer pelos outros resultados. Temos que acreditar no Abel, no Cavalieri, no Mariano, no Elivélton, no Leandro Euzébio, no Carlinhos, no Edinho, no Diguinho, no Marquinho, no Deco, no Rafael Sóbis e no Fred. São eles que vão lutar por mais esse título e mais uma vez fazer o impossível.

Não perca, à partir das 17 horas, a penúltima rodada do Campeonato Brasileiro de 2011. Fluminense x Vasco, Figueirense x Corinthians. 

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Mariano, Deco e Fred indicados ao prêmio Craque do Brasileirão

O nome do Fluminense já é presença constante no prêmio concedido pela CBF ao fim do Campeonato Brasileiro, o "Craque do Brasileirão". Desde 2008 ao menos um Tricolor venceu o prêmio. Naquela edição, Thiago Silva venceu como melhor zagueiro pela direita, enquanto Washington levou o troféu por ser um dos artilheiros do campeonato. Além disso, o zagueirão recebeu o prêmio "Craque da Galera", onde um jogador é eleito pelo público como o melhor do campeonato. O feito se repetiu no ano seguinte, mas dessa vez com o argentino Dario Conca, que foi o único Tricolor a subir no palco para receber um prêmio. Ano passado, no entanto, se faltou representantes em 2009, sobrou dessa vez. Campeão Brasileiro, o Flu teve Mariano como melhor lateral direito, Conca como melhor meia esquerdo, Muricy como melhor treinador e mais uma vez Conca como "Craque da Galera", consolidando o Tri nacional com o Tri Tricolor no prêmio.

Com o time disputando o título esse ano, mais uma vez um bom número de Tricolores foram indicados ao prêmio. Mais uma vez Mariano concorre como melhor lateral direito. O camisa 2 tem como concorrentes Bruno, do Figueirense, e Fagner, do Vasco. O experiente Deco representa o Fluzão na disputa como melhor meia direito, concorrendo com Diego Souza, do Vasco, e Montillo, do Cruzeiro. Na frente, Fred, o capitão Tricolor, enfrenta Borges, do Santos, e Loco Abreu, do Botafogo, na disputa por melhor segundo atacante. Também existe a possibilidade de Fred vencer como artilheiro do campeonato, mas pra isso, terá que fazer 3 gols nos próximos dois jogos, assim empatando com o concorrente santista com 23 gols.

A baixa, no entanto, foi a ausência de um nome Tricolor na disputa pelo "Craque da Galera". A Torcida Tricolor não conseguiu incluir Fred no trio finalistas, formado por Dedé, do Vasco, Liedson, do Corinthians, e Neymar, do Santos. O tetra pode sair no campo, mas certamente não será dessa vez que será no palco.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O Scarpelli é nosso!

Não adianta alvinegros, o Orlando Scarpelli é o nosso salão de festas. Depois do título da Copa do Brasil em 2007, o Flu voltou à "casa" do Figueirense e deu um show de bola, liderado por Fred. Com mais três gols do capitão e um de Marquinho, o Tricolor venceu por 4x0 e garantiu sua vaga na Libertadores 2012, ou seja, participando pela segunda vez seguida da competição, um feito inédito na história do clube.

O Dá-lhe Nense esteve "in loco" no Scarpelli, e registrei os dois últimos gols da partida, além de outros momentos do evento, sendo que irei disponibilizar todos mais tarde. Valeu registrar a festa feita pela Torcida Tricolor, que lotou o seu setor e festejou durante o jogo.

Fred comemora um dos gols contra o Figueirense (Foto: Cristiano Andujar/Photocamera)
Fred manda corações para a Torcida Tricolor, em uma de suas três comemorações
(Cristiano Andujar/ Photocamera)

Mas a festa não dava sinais de que iria ser do tamanho que foi no primeiro tempo. Empurrado pela sua torcida, que também foi em peso, o Figueirense deu trabalho à afobada defesa Tricolor, que em muitas vezes parecia nervosa e acabou dando sustos nos Tricolores. Com faltas tolas à seu favor, o Figueira tentava concluir com mais perigo, mas em pouco momentos realmente chegou no gol defendido por Cavalieri. O Flu só passou à ameaçar depois da metade da etapa inicial. Teve boas chances com Marquinho, que mandou pra fora, e com Rafael Sóbis, que da entrada da área, só com o goleiro Wilson pela frente, bateu fraco e facilitou a vida do arqueiro alvinegro.

O 0x0 no placar não era um bom resultado pro Flu, já que o empate tirava o Flu da luta pelo título. A vitória era necessária, e o time entendeu isso. Logo aos dois minutos, uma estrela começou a brilhar na noite catarinense. Ou melhor, três estrelas. Deco lançou para Marquinho, que de primeira tocou para Fred, que bateu de esquerda no canto de Wilson, começando a festa Tricolor no Scarpelli.

A jogada do gol revelou a passagem secreta para chegar à mais um gol: o lado direito do Figueirense. Nas costas do lateral Bruno Vieira, o Flu construiu o seu placar. Dessa vez, aos 11 minutos, Carlinhos cruzou pra área e contou com uma falha de Wilson, que deixou a bola passar e sobrar para um certo atacante que vive uma fase inspirada. Sim, ele mesmo: Fred. O camisa 9 não perdoou a falha do goleiro alvinegro e mandou pra rede: 2x0.

O Figueirense tentou reagir com a entrada do ex-Tricolor Somália, mas nada dava certo no time da casa, que já via alguns torcedores deixarem o estádio. Talvez eles soubessem que a festa estava só começando e não quisessem parar pra ver o show do Tricolor. Aos 27 minutos, mais um contra-ataque fatal do Fluminense. O trio de estrelas voltou a brilhar, com Deco lançando para Fred, que inverteu os papéis com Marquinho, que dessa vez recebeu do camisa 9 e balançou a rede de seu ex-clube.

O tempo passava e a torcida alvinegra ia deixando o estádio, afinal, o Figueirense não esboçava nenhum sinal de reação. Ia com quase todo time pro ataque, mas não sabia o que fazer. Isso dava espaços pro Flu chegar perto do quarto gol. O Tricolor tocava a bola ao som de "olé" de sua Torcida, e ia tentando encontrar as brechas na defesa alvinegra. Olé pra cá, olé pra lá, e um gol quase no fim da festa. Aos 41 minutos, Lanzini, que entrou no lugar do discreto Rafael Sóbis, deu um passe magnífico para Fred, jogando a bola por cima da defesa, até ela encontrar o vice-artilheiro do campeonato: Fred. Terceiro na noite, 20º no campeonato (3 atrás de Borges) e o quarto do Fluzão, que fechou a noite ao som de "O Scarpelli é nosso!".

Com a importante vitória do Flu em "Flurianópolis", o Tricolor  segue em terceiro e na luta pelo tetracampeonato, com 62 pontos, cinco atrás do líder Corinthians e três atrás do Vasco, nosso rival de domingo, pela penúltima rodada do campeonato.

domingo, 20 de novembro de 2011

Não acorde Fluminense, siga sonhando...

Tudo parece um sonho. Um sonho onde saímos de mero coadjuvante do campeonato e passamos a real e improvável candidato ao título, com uma vaga praticamente garantida na Libertadores. Mas nesse sonho, vamos ter que enfrentar um outro grande sonhador. O Figueirense vem vivendo um sonho daqueles que você não quer acordar nunca. Quem diria que o Figueira, que acabou de voltar da série B, estaria disputando firme uma vaga na Libertadores? E ainda sentindo um cheirinho da taça, de longe, mas tá lá, vivo, sonhando... Mas ele vai ter que acordar, por que se não for ele, será o Flu que terá que acordar.

O jogo de hoje envolve diretamente a disputa pela vaga na Libertadores e pelo título de Campeão Brasileiro. Se o Flu, 3º colocado com 59 pontos, vencer o Figueira, 4º com 57, e o Botafogo empatar com o Inter, o Tricolor se garante na Libertadores do ano que vem. A vitória também pode reaproximar o Flu do título, ainda  mais se o Corinthians tropeçar contra o Atlético-MG no Pacaembu. Já uma derrota pode acabar com tudo, complicar a vaga na Libertadores e liquidar as chances de título.

Mas a esquadra formada pro Diego Cavalieri, Mariano, Elivélton, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Valencia, Deco (ou Lanzini) e Marquinho; Rafael Sóbis e Fred, todos comandados por Abel Braga, não vão permitir o fim desse sonho. Vão entrar no Orlando Scarpelli às 19 horas e fazer repetir aquele sonho de 2007, que virou realidade quando o Flu transformou Floripa em FLUripa.

sábado, 19 de novembro de 2011

Por que não acreditar?

La vem os números mágicos de novo. 75%, 21%, 3%... afinal, que diabos eles representam? Já deixamos bem claro em 2009 que eles não são nada, que o futebol é feito no campo, não nas calculadoras, que é movido pela raça e não por números. Todos conhecem o futebol e suas artimanhas. Quantas vezes o Davi venceu Golias? Tantas vezes em que o fim virou um recomeço e o impossível virou real. Sempre os minutos viram horas para um, e pro outro eles viram segundos. A lógica não pertence ao mundo da bola, muito menos ao mundo do Fluminense.

Não tente colocar o Fluminense junto à possibilidades. Nas Laranjeiras, tudo acontece quando menos se espera, ou melhor, quando os outros menos esperam, porque nós já esperávamos. Ingênuos aqueles que achavam que nós Tricolores estávamos esperando um campeonato fácil só por entrarmos com moral de campeão. Estávamos é esperando mais desafios, e não é que eles surgiram? E logo o nosso preferido: contrariar o impossível.

Esse nosso passatempo começou em 2009. Quando todos nos davam como rebaixado, nos impuseram 99% de chances de ir pra segunda divisão, resolvemos começar a jogar o nosso campeonato, da nossa maneira. Afinal, é muito mais emocionante começar o campeonato praticamente na metade do segundo turno, não é? Fomos lá e cumprimos a nossa missão. Revertemos os 99% na B para 100% na A.

Ano passado os números resolveram jogar ao nosso favor em alguns momentos, mas em outros se voltaram contra a gente, mas quem disse que ligamos? Foi até melhor eles estarem do lado de lá, tirando o nosso favoritismo. Afinal, se é alguma coisa que a gente não gosta é de favoritismo. Nem adianta dizer que somos favoritos, aí que tudo desanda. O Fluminense gosta é de chegar no fim e surpreender todo mundo. Ano passado só ganhamos por que o favoritismo deixou de ser nosso na reta final. Aí sim, fomos campeões.

Em 2007 o Fluzão era favorito à vencer a Copa do Brasil contra o Figueirense, nosso rival de domingo. Era favorito até antes do apito final no primeiro jogo da final, porque depois do empate de 1x1 passamos de virtual campeão à azarão. Afinal, como iriamos vencer o Figueirense no Orlando Scarpelli, o "Caldeirão do Sul". Ainda bem que entramos sem o favoritismo. Gol do Roger, Flu campeão na casa do Figueira.

Esse ano estamos longe de sermos favoritos, só não somos mais zebra do que o próprio Figueirense, que além de ter 1% é preto e branco. Não sei por que ainda tem Tricolores que não acreditam nesse título. Provavelmente também não acreditavam em 2007, 2009, 2010, nas múltiplas viradas do Fluminense... Quem acredita uma vez, vai acreditar sempre. Por isso acredite, deixe acontecer, o futebol é quem vai definir o campeão, não os números. Vai que os Deuses do Futebol decidam largar o troféu no nosso colo...

Sim, o mundo é nosso

A década de 50 pode não ter começado nada boa para o Fluminense. Com um desempenho abaixo do espero no estadual de 1950, o Flu decepcionou a sua torcida com o 6º lugar. Após a disputa do Carioca, o Tricolor excursionou pela América Latina, buscando divulgar o nome do clube. Na volta da excursão, o Fluminense viu o Maracanã ser erguido e estreado numa partida entre a Seleção Carioca x Seleção Paulista. O jogo ficou em 3x1 pros paulistas, mas o primeiro gol foi dos Cariocas e foi de Didi, meio-campo do Fluminense.

Com a construção do Maracanã, os grandes jogos passaram a ser lá, e aí sim surgiu a alma do futebol carioca. Em 1951, o primeiro estadual com o "Maior do Mundo", sendo que dessa vez o Tricolor não fez feio e ergueu a taça, conquistando seu 16º título carioca, abrindo uma vantagem de seis troféus em relação ao Flamengo, sete pro Vasco e oito pro Botafogo. Naquele mesmo ano, no dia 14 de outubro, ficou marcado pelo primeiro Fla-Flu no Maraca. Com um público de 109.212, fora os quase 40 mil ingressos falsos que aumenta o número para aproximadamente 150 mil pessoas (contagem não-oficial), sendo por esse fato o nome Clássico das Multidões, o Fluzão venceu por 1x0 e fechou o ano com chave de ouro e seguiu para o ano de 1952 com uma importante missão: conquistar o mundo.

A Taça Rio
O título carioca de 51 classificou o Flu para a disputa da Taça Rio de 1952, um torneio que recebia os principais campeões do mundo. Ainda sem a existência de Champions League ou Taça Libertadores, o meio era convidar as equipes campeãs dos países dos principais polos futebolísticos do mundo. Para a 2ª edição do campeonato, foram convidados o Peñarol (Uruguai), Grasshopper (Suiça), Sporting (Portugal), Saarbrucken (Alemanha Ocidental), Libertad (Paraguai), Austria Viena (Austria), além dos brasileiros Fluminense e Corinthians, campeões dos dois maiores centros futebolisticos do Brasil, já que ainda não existia um campeonato nacional. Fora esses, a Juventus (Itália) e Racing (Argentina) não quiseram disputar o torneio.

As oito equipes foram divididas em dois grupos. O Grupo A, com jogos no Maracanã, tinha Fluminense, Peñarol, Sporting e Grasshopper, enquanto o B, com jogos no Pacaembu, contava com Corinthians, Saarbrucken, Libertad e Austria Viena. O Fluzão passou invicto pela primeira fase, empatando com os portugueses no primeiro jogo em 0x0, vencendo os suiços por 1x0 e goleando os uruguaios por 3x0. Ou seja, além de não perder nenhum jogo, o Flu seguiu em frente com a defesa zerada.

No outro lado, o Corinthians passou fácil por todos os adversários e já era favorito ao título. No cruzamento das chaves, Flu e Penãrol enfrentariam respectivamente o Austria Viena e o Corinthians, sendo confrontos entre 1ºs x 2ºs. O Tricolor venceu o primeiro jogo por 1x0, e goleou no segundo por 5x2, sofrendo assim seus primeiros gols na competição.

Na final, o Corinthians, que vencerá o Peñarol por 2x1 e sequer disputou a segunda partida, já que os uruguaios não foram ao confronto e perderam por W.O. No dia 30 de julho, nove dias após o cinquentenário do Fluminense, o Tricolor venceu por 2x0 e foi com vantagem pro segundo jogo (ambos no Maracanã). Com um público de 65.946 torcedores, o Fluzão se sagrou campeão do mundo ao empatar em 2x2 com os alvinegros. Os gols foram de Didi, aos 10 minutos, e do artilheiro Marinho, aos 19 do segundo tempo. No entanto, a FIFA se recusa a reconhecer nosso título nos dias de hoje, sendo que o Flu luta pelo merecido reconhecimento da bela conquista da esquadra Tricolor comandada por Zezé Moreira, que era formada por Castilho, Píndaro, Pinheiro, Jair, Édson, Bigode, Telê, Didi, Marinho, Orlando e Quincas. 


Em 1954, o Flu deixou escapar na última rodada o título do Torneio Rio-SP. Depois de cometer o mesmo pecado em 1952, o Flu repetiu o erro de perder na última rodada para um time já sem chances de levar a taça. Em 52, perdemos pro Corinthians no Maracanã, e  mesmo palco viu o Vasco nos derrotar por 1x0 e frustrar os planos Tricolores. Porem, no ano de 1957, o Time das Laranjeiras não repetiu o mesmo erro e conquistou de forma invicta o torneio interestadual. Tendo como artilheiro da competição o atacante Tricolor Waldo, que até hoje é o maior artilheiro da história do Flu, o Flu venceu sete partidas e empatou duas, conquistando pela primeira vez a competição.


Entre uma competição e outra, o Fluminense viajava pela América, enfrentando diversos clubes e obtendo bons e maus resultados. Em 1956, foram 17 partidas, obtendo 10 vitórias, 3 empates e 4 derrotas. Além disso, haviam jogos contra grandes equipes europeias, como o Arsenal (Inglaterra), Porto (Portugal), América (México), entre outros clubes.


Em 1959, o Flu conquistou mais um campeonato carioca com uma grande campanha, vencendo 17 jogos, empatando 4 e perdendo apenas uma, sendo essa para o Bangu. Com o título, o Flu fechou a década em alta e com moral internacional.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Impossible is nothing

Lembro que depois da arrancada de 2009, a nossa fornecedora Adida lançou uma camisa do Flu com a inscrição "Impossible is nothing" (Nada é impossível, em inglês). Talvez esse tenha sido além do slogan da empresa alemã o nosso lema. De lá pra cá, nos tornamos o Time de Guerreiros, aquele que desafiava o improvável e fazia o impossível. Hoje foi mais uma prova disso. Numa partida espetacular, talvez a melhor do ano, o Flu venceu o Grêmio por incríveis 5x4, com marcado pelos 4 gols de Fred e pelas 4 falhas de Cavalieri.


Fred comemora gol do Fluminense sobre o Grêmio (Foto: Cezar Loureiro/Agência O Globo)
Fred teve uma noite inspirada e marcou quatro vezes na
"Batalha do Engenhão"(Cezar Loureiro/ Agência O Globo)
De um lado, o Tricolor originalíssimo lutando com suas últimas armas pelo título, do outro, o Tricolor gaúcho visitando o palco onde nunca vencerá, e não seria agora, sem nenhuma pretensão no campeonato que venceria... ou venceria? Foi isso que parecia. O jogo tinha o Flu muito melhor em campo, mas quem saiu na frente foi o Grêmio. Aos 16 minutos, escanteio batido pela direita e eis que Cavalieri tem a sua primeira falha. Passa batido pela bola, caçando borboletas, deixando a pelota seguir livre para o zagueiro Rafael Marques mandar pro gol aberto e começar a contagem de um placar que ainda tinha muitos gols pela frente.

Depois da derrota de sábado, mais uma hoje seria ridículo, e certamente o time não iria querer passar mais um vexame. Por isso tratou de correu atrás da vitória e oito minutos depois conseguiu empatar. Marquinho cobrou falta pela direita e Fred se antecipou ao arqueiro Victor e mandou de cabeça pro fundo do gol deixando tudo igual no Engenhão.

O Flu seguiu pressionando em busca dos três pontos, mas dava espaços pro time visitando chegar perto de mais um gol. O Tricolor tinha mais posse de bola mas não conseguia converter em chances de gol, e não contava com uma boa noite de seus laterais. E era nas costas deles que a esquadra gaúcha tentava a sua sorte. O jogo seguiu assim, sem grandes coisas até os 46 minutos quando Diguinho cometeu uma falta na entrada da área. Na bola, Marquinhos, que mandou pro gol e contou com uma colaboração de Cavalieri, que foi atrasado na bola e só pode pegar ela no fundo do barbante.

A Torcida vaiou a equipe na saída pro intervalo. Os 11 mil presentes e todos os outros Tricolores do mundo inteiro estavam com medo de 2005 se repetir. Com cinco jogos pro fim, o time comandado por Abel conseguiu perder todos e ficar de fora da Libertadores. Mas esse ano tinha que ser diferente. E será, principalmente se depender de Fred, Sóbis e Deco.

O show do capitão recomeçou aos sete minutos, quando recebeu um lançamento preciso de Deco e dominou com categoria, finalizando pro gol com um chute forte, empatando a peleja. Apagado até então, Rafael Sóbis pouco aparecia na torcida e já vinha sendo alvo de críticas de certos torcedores. Mas ele é um jogador daqueles predestinados. Foi dele o gol da virada, aos 16 minutos, quando driblou o zagueiro pela esquerda e bateu forte pra virar o jogo.

Quem pensou que o jogo já teve emoção o suficiente, estava enganado. Em questão de dez minutos o impossível aconteceu duas vezes. Até a casa dos 30 minutos, o Flu ia tentando controlar o jogo, mas mesmo assim dava muitos espaços pro Grêmio, e foi assim que o time gaúcho resolveu aprontar pra cima do Tricolor. Aos 30, bola cruzada na área e Elivélton bobeou feio e deixou Brandão cabecear pro gol defendido pelo chapado Diego Cavalieri, que mais uma vez foi atrasado na bola. No minuto seguinte, virada gremista. Mariano errou passe na direita e o time gaúcho avançou tocando a bola até chegar em Adílson, que chutou colocado e fez um bonito gol pra virar o jogo mais uma vez.

Aí lá vem o impossível de novo aprontar no Engenhão. Um minuto após a virada gremista, pênalti pro Fluminense. Carlinhos foi derrubado na grande área e o juiz não titubeou e marcou a penalidade máxima à favor do time da casa. Fred assumiu a responsabilidade de capitão e foi pra batida. O camisa 9 não perdoou e botou bola num lado e goleiro no outro, deixando mais uma vez tudo igual no Estádio Olímpico João Havelange.

Após o empate, o atacante gremista Brandão discutiu fervorosamente com o árbitro e foi expulso. Com um a mais, o Fluzão foi com tudo pra cima do time gaúcho e logo aos 36 conseguiu enfim dar números finais ao jogão. Deco cobrou falta na área, a bola ficou pipocando na área e Fred dominou, levantou e mandou um voleio bonito pra decretar mais uma épica virada do Flu.

O jogo foi tenso até o fim. O impossível parecia disposto a ficar pra ver o jogo até o fim, até botou uma bola no travessão do Flu, só pra assustar, mas foi uma brincadeira do Sobrenatural de Almeida.

Com essa virada espetacular, o Flu segue vivo na luta pelo tetra. Com 59 pontos, o Tricolor continua em terceiro e vai em busca de mais três pontos contra o Figueirense, no Orlando Scarpelli no domingo, às 19 horas, pela 36ª rodada do Brasileirão.

Por mais um milagre

Chegou a hora de reerguermos a cabeça. Depois do duro golpe de sábado, é chegado o momento de irmos a luta, desafiando mais uma vez o impossível. Já estamos (mal) acostumados, e nem adianta vir com numeros, pois somos mestrea em contraria-los.

Abel tem a missão de liderar o seu exército em direção oposta ao convencional. Com Cavalieri, Mariano, L. Euzebio e Carlinhos; Edinho, Valencia, Deco e Marquinho; Rafael Sobis e Fred, o Flu joga as suas ultimas fichas contra o Grêmio no Engenhão. Só a vitória nos interessa e nada mais.

A bola rola a partir das 18:30 pela 34a rodada do Brasileirão.

domingo, 13 de novembro de 2011

Inexplicável

Como explicar algo que mesmo vendo com meus próprios olhos eu não acredito em ter visto? Acreditei em tudo até antes da bola rolar, na festa da torcida, nas camisas que homenageavam Super Ézio, no Fred que trouxe o nome do ídolo nas costas por todo o jogo. Mas depois tudo parecia um pesadelo. Estou até agora tentando captar tudo que aconteceu, mas entendi que não foi pura imaginação, foi muito real: o América-MG realmente venceu o Fluminense, que foi apático durante os 90 minutos e me pareceu assutado com a sua própria torcida.
Torcida fez a parte dela, lotou, fez mosaico, mas... (NetFlu)
Também entendi que o time tem um sério problema em enfrentar equipes da parte de baixo da tabela, em especial do Z4. Não foi uma derrota, nem duas ou três, foram seis derrotas para times da zona do rebaixamento, além do empate contra o Atlético-PR, ou seja, 19 pontos jogados fora. Salto alto, será? Entrar em campo achando que é partida ganha, mas na hora do "vamos ver" trava? Porque foi exatamente isso que aconteceu ontem: o time travou como aconteceu contra as outras equipes lá de baixo.

O América-MG dominou o primeiro tempo sem problemas, o único empecilho foi o nosso goleiro Diego Cavalieri, que tinha que salvar toda hora que a defesa entregava o ouro. Fábio Santos, de cabeça, quase abriu o placar aproveitando a cobrança de escanteio, mas Marquinho salvou em cima da linha. Minutos depois, o juizão inventou um pênalti pro time visitante. Fábio Junior cobrou e Cavalieri pegou. Podia ter sido o lance divisor de águas, que podia chamar o Flu pro jogo. Que nada... quem veio pra cima mesmo continuou sendo o Coelho.
Fred com a camisa em homenagem ao Super Ézio (Foto: Agência Photocâmera)
Fred não conseguiu brilhar como o ídolo Ézio (Photocamera)

Fábio Junior seguiu tentando. Numa ele apareceu livre e mandou pra fora e em outra Cavalieri pegou mais uma vez. Com tantas chegadas, seria impossível continuar sem levar gol, e foi exatamente isso que aconteceu aos 38 minutos. Em mais uma falha da defesa, sendo sempre pela esquerda, o campo do estreante Jefferson, Kempes invadiu a área e bateu cruzado e dessa vez o goleirão Tricolor aceitou com um frango. Mas a culpa não foi dele, afinal, a defesa cansou de errar e ele cansou de corrigir as falhas da defesa.

A Torcida obviamente se sentiu injustiçada, afinal, lotou pela primeira vez no ano o Engenhão e via o time não jogar, só errar passes e deixar o time mineiro controlar o jogo. Os Tricolores começaram a vaiar o time, em especial o lateral-esquerdo Jefferson, que fazia uma estreia em que ele vai preferir esquecer. Nisso tive que discordar da Torcida. O cara estava á 5 meses sem jogar, tem que vaiar o Abel. Afinal, como pode ele querer começar o jogo com um jogador completamente sem ritmo de jogo? Mas essa não foi a única falha de Abelão, pois no segundo tempo tratou de sacar Lanzini, que mesmo mal, era o único armador de fato em campo, e mandou o horrível Araújo pro jogo, junto com Diguinho no lugar de Valencia. A mudança podia dar certo, mas Araújo parecia mais assustado do que todo mundo em campo, errou tudo, absolutamente tudo que tentou. Vaias pra quem? Pro Abel.

O time voltou tentando só alçar a bola na área, o que na minha opinião é completamente inútil. Nunca dá certo quando o time começa a querer cruzar de qualquer lugar do campo. Enquanto o Flu seguia tentando no mesmo erro, o América-MG ia chegando nos contra-ataques. A Torcida podia apoiar, mas ela preferiu vaiar, querendo dizer "Fiz minha parte, agora façam a de vocês" e pra ajudarem o técnico Tricolor, decidiram berrar o óbvio "He-Man, He-Man". Claro que era pra ele ter entrado, e não o capenga Araújo, que já mostrou em outros jogos que não é bola nenhuma. Com os pedidos da torcida junto as vaias para Jefferson, Abelão sacou o lateral e mandou o camisa 10 pro jogo.

Com o quarteto ofensivo em campo, o ritmo de jogo não mudou. Pegava na bola e cruzava, pegava na bola e cruzava... e enquanto isso o América chegava, até que, fez 2x0. Aos 33 minutos, Alessandro, que entrou no lugar de Kempes, concluiu com firmeza e com facilidade pra ampliar a vantagem americana.

Desespero no Tricolores, tanto em campo, quanto na arquibancada. Era o impossível acontecendo contra a gente. O desespero virou bico pra frente, que num lance de esforço saiu o gol Tricolor. Bola na área pra Rafael Moura, que chutou em cima da defesa. A bola voltou pra ele que dessa vez não perdoou e diminui o placar. Podia ser o início de mais uma virada épica do Flu, como foi contra o Atlético-GO, mas não, não foi assim. O time seguiu desesperado e sem acertar nada, esbarrando na boa marcação mineira. O fim foi mesmo 2x1 pro América-MG.

Agora, resta à nós ligarmos nossos secadores à partir das 17 horas de hoje e secarmos o Corinthians, o Flamengo e torcer por um empate entre Vasco e Botafogo. Se tudo der errado, podemos dar adeus ao título. Só espero que a equipe comandada por Abel não repita o vexame de 2005, que entregou o título e a Libertadores nas cinco rodadas finais. Se liga, Abelão.

sábado, 12 de novembro de 2011

The Final Countdown

Estamos somente à cinco passos do fim do Campeonato Brasileiro. E são nessas cinco rodadas em que o Flu vai tentar o que não conseguiu no resto do campeonato: liderar a tabela. Diferente do ano passado, em que lutamos rodada por rodada, lideramos durante boa parte da competição e vencemos com méritos no fim, esse ano o Flu chegou á ser postulante à rebaixamento. No primeiro turno, a campanha não foi nada agradável e desanimou os Tricolores que sonhavam com o tetra. Mas no segundo turno, tudo mudou. O Fluminense, ou melhor, o Time de Guerreiros disparou decidido que lutaria até o fim pelo título. E foi exatamente isso que aconteceu. Estamos aqui na contagem regressiva final, dando início à contagem assim que a bola rolar hoje às 19 horas no Engenhão, quando enfrenta o América-MG pela 34ª rodada do Brasileirão.

A Torcida Tricolor não quer mais perder tempo. Se já havia deixado de lotar em muitos jogos, finalmente ela decidiu que era hora de encarar o Engenhão e mostrar qual é a Melhor e Mais Bonita Torcida do Mundo. Com quase 40 mil ingressos vendidos, a Torcida vai fazer uma festa que à muito tempo não fazia, com direito a um novo estilo de mosaico. Dessa vez, o plano é um mosaico de bandeiras, ou seja, bandeiras verdes, brancas e grenás, que juntas vão formar o Pavilhão Tricolor.

Empolgado com todo esse clima, Abel chegou à cogitar uma escalação com 3 atacantes, mas é bem provável que vá seguir a velha mentalidade "em time que ganha não se meche", apesar de todo o sofrimento que vem sendo nos últimos jogos pra arrancar os três pontos. Os únicos desfalques são por suspensão. Deco e Carlinhos levaram o terceiro cartão amarelo contra o Inter e deram vaga pra Lanzini e Jefferson, que faz a sua estréia pelo Fluminense. O arqueiro Diego Cavalieri também é dúvida, por causa de uma gastroenterite. Com isso, a escalação inicial deve ser D.Cavalieri (Berna), Mariano, Elivélton, L. Euzébio e Jefferson; Edinho, Valencia, Lanzini e Marquinho; R. Sóbis e Fred.

Toda e emoção desse jogão vai começar as 19 horas e terá transmissão ao vivo pelo SporTV para todo Brasil, exceto para o Rio, e por PFC.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Esgotado! Torcida acaba com ingressos e a última opção é o setor de visitantes

O Engenhão vai ferver amanhã. Empolgados com a boa fase vivida pelo Flu e com a possibilidade de assumir a liderança pela primeira vez no ano, a Torcida Tricolor esgotou todos os 38 mil bilhetes disponível e vai lotar o Engenhão como não fazia desde o ano passado, também na reta final do Brasileirão em que foi campeão.

A diretoria também parece empolgada com o recorde. Disposta a encher ainda mais o estádio, ela liberou pro último dia de vendas os ingressos que era dedicado ao América-MG. Com isso, mais 2 mil bilhetes estão liberados, sendo que somente 100 foram deixados para o clube mineiro, como pedido pela própria diretoria do Coelho.

Aos que ainda estão na luta pelos últimos ingressos, a melhor opção recomendada pela diretoria é comprar pelo site www.futebolcard.com. Também existe os pontos de vendas, mas é provável que o Tricolor vá encarar uma árdua fila dependendo aonde o torcedor for comprar.
- Laranjeiras
- Engenhão – Bilheteria Leste
- São Januário – Bilheteria 11
- Clube Casa do Viseu – Rua Carlos Chambelland, 40 – Penha circular
- Casa da Vila da Feira – Rua Haddock Lobo, 195 – Tijuca
- Posto de Gasolina – ALE – Rua Góis Monteiro, 195 – Botafogo

Vendas entre as 10h e 17h. O ingresso está à R$10.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Já são 23 mil ingressos vendidos para o jogo contra o América-MG no Engenhão

A Torcida Tricolor realmente não quer perder a chance de ver o seu time liderar o Brasileirão pela primeira vez na temporada. Empolgados com a vitórias contra o Internacional no domingo, a Torcida está desde ontem encarrando as filas e comprando ingressos. Até o fim das vendas de hoje, 22.669 ingressos foram vendidos, restando apenas quase 18 mil para chegar à lotação máxima.

Os Tricolores que ainda não garantiram seus ingressos ainda podem correr atrás deles. No entanto, os setores leste superior e inferior já estão esgotados, afinal, é lá que vai acontecer o novo mosaico preparado pela torcida. A surpresa dessa vez será um mosaico formado por bandeiras, dividindo o setor em três, de acordo com as cores do nosso pavilhão. Cerca de 5 mil bandeiras foram fabricadas para a festa de sábado.

Confira as informações sobre os ingressos:


Confira os preços dos ingressos:
- Setor Sul: R$ 10
- Setor Norte (visitantes): R$ 10
- Setor leste inferior: ESGOTADO
- Setor oeste inferior: R$ 20
- Setor leste superior: ESGOTADO
- Setor oeste superior: R$ 30

Postos de venda:
Sempre das 10h às 17h

- Laranjeiras
- Engenhão – Bilheteria Leste
- São Januário – Bilheteria 11
- Clube Casa do Viseu – Rua Carlos Chambelland, 40 – Penha circular
- Casa da Vila da Feira – Rua Haddock Lobo, 195 – Tijuca
- Posto de Gasolina – ALE – Rua Góis Monteiro, 195 – Botafogo
- Internet: www.futebolcard.com

Pelo mesmo site de vendas pro ingresso contra o América-MG, é possível comprar o ingresso pro jogo de quinta contra o Grêmio. Mesmo sendo num jogo de meio de semana, com uma vitória nesse sábado é provável que o Engenhão fique pelo menos cheio.

Adeus, Super Ézio

Ezio, ex-jogador do Fluminense (Foto: Globoesporte.com)
Vá com Deus, artilheiro (Globoesporte.com)
É com muita tristeza que o blog Dá-lhe Nense! informa a partida de um grande ídolo do Fluminense, um dos maiores nomes do Tricolor dos anos 90. O eterno artilheiro Ézio não teve forças para vencer a luta contra o câncer no pâncreas e ontem, aos 45 anos, partiu para reforçar a equipe do Céu.

Super Ézio, como era chamado pelos Tricolores, chegou no Fluminense em 1991, após passagens por Bangu, Olaria, Americano e Portuguesa. Logo em sua primeira temporada com a camisa do seu novo clube se destacou pelo faro de gol afiado, que o levou à artilharia do estadual do ano seguinte. Rapidamente, caiu no gosto da torcida e passou de Ézio à Super Ézio, o super-herói das Laranjeiras. Ganhou notoriedade principalmente por ser o carrasco do Flamengo no durante toda sua passagem pelo Flu. O "Matador de Urubus" marcou 12 gols em Fla-Flus, sendo o terceiro maior goleador da história do clássico.

Deixou o Fluminense em 1995 e rumou para Minas Gerais defender o Atlético-MG. Com a camisa do Fluzão foram 118 gols em 236 jogos, o que lhe coloca como 9º maior goleador da história do Tricolor, com o mesmo número de tentos do centro-avante Washington, dos anos 80.

fluminense oração homenagem ézio (Foto: Edgard Maciel de Sá / GLOBOESPORTE.COM)
Jogadores fazem homenagem à Ézio (Edgard Maciel de Sá/Globoesporte.com)

Na manhã de hoje, o elenco do Fluminense se reuniu no centro do gramado e fizeram uma roda de oração. Todos os jogadores presentes participaram da homenagem ao ídolo. Ézio foi velado no Salão Nobre das Laranjeiras, com uma bandeira do clube que tanto honrou.

domingo, 6 de novembro de 2011

Time de Guerreiros sai vitorioso da Batalha do Beira-Rio e fica à dois pontos da liderança

Foi uma verdadeira guerra. Num jogo que já tinha pré-descrição de decisão, final e como partida dificílima de vencer, o Fluminense foi valente e derrotou na raça o Internacional dentro do Beira-Rio lotado. Com gols da dupla de Rafaeis, primeiro do Moura e depois de Sóbis, que não comemorou, sendo ambos com assistência de Deco, o Fluzão venceu por 2x1 e tá cada vez mais próximo do tão sonhado bicampeonato.

Rafael Sobis Rafael Moura gol Fluminense (Foto: Photocâmera)
A dupla Rafaeis Moura e Sóbis balançaram a rede na vitória de hoje (Photocamera)

Assim que a bola rolou no fim da tarde de Porto Alegre, deu pra perceber que a missão realmente não seria fácil. Com uma tática cautelosa, Abel Braga, que fora saudado calorosamente pela torcida colorada, optou pelo tradicional 4-4-2, mas jogando atrás, buscando o contra-ataque e o erro do adversário. Mas pro gol sair teve que aguentar firme a pressão imposta pelo time da casa. Vindo de todas as direções, o Inter vinha com tudo pro ataque, mas na primeira deixa, o Flu não vacilou. Aos 17 minutos, Rafael Sóbis, que antes do jogo foi ovacionado pelos colorados e depois que a bola rolou passou a ser vaiado, conseguiu tocar pra Deco, que cruzou na medida para Rafael Moura mandar de cabeça pro gol e abrir o placar no Beira-Rio.

Atrás do marcador, o Inter ficou desesperado e foi com ainda mais voracidade pro ataque. O Flu se segurava como dava e contava com Deco pra armar os golpes do Tricolor. Mas a pressão Colorada era insistente e uma hora o gol ia sair. E saiu. Aos 36 minutos, Leandro Damião inverteu os papéis com Oscar e dessa vez o artilheiro foi quem cruzou na área, sem nenhum marcador Tricolor, que só assistiram o jovem meia aparecer livre pra bater de primeira e empatar a peleja.

O empate não era bom resultado pro Flu, mesmo jogando fora de casa. A rodada havia sido boa demais para desperdiçarmos ela novamente. Tinhamos que ganhar, mas se tinha alguem que queria isso mais que ninguém, esse alguém era Rafael Sóbis. Colorado declarado, o atacante queria provar aos dirigentes colorados que haviam o rejeitado nesse retorno ao Brasil de que ele ainda era bola. E como é. Ainda mais com Deco no time. O luso-brasileiro deu mais um passe na medida, e dessa vez foi o camisa 23 que mandou pra rede. Em respeito ao seu clube de coração, Sóbis não comemorou, mas os Tricolores comemoraram por ele.

Se o primeiro tempo havia sido difícil, o segundo tendia a ser pior. No começo, o Flu se mostrou inteligente e soube controlar a situação, dominando a posse de bola, principalmente graças à Deco. O camisa 20 mostrou porque é o maestro Tricolor. Mas o cansaço foi pegando o meia, que caiu de produção e acabou não conseguindo manter o ritmo do jogo. O Inter se aproveitou disso e jogou lenha na fogueira, afinal, estava no seu caldeirão.

Abel Braga, sentindo o cansaço do luso-brasileiro, sacou-o pra botar o Diguinho. Substituição correta, se anteriormente ele não teria sacado o Marquinho pra colocar o Araujo, uma substituição que ninguém entendeu até agora. Ou seja, repetiu a velha e estranhíssima tática de três volantes e três atacantes. Queira ou não, vem dando certo.

O Time de Guerreiros deixou a técnica de lado e passou a segurar a pressão como se fosse um escudo que recebe várias flechadas. A defesa, que falhara no gol colorado, passou a tirar todas as bolas, e quando uma passava, Cavalieri garantia o placar. Foi assim, digamos, por uns 20 minutos. Ou seja, metade do segundo tempo só se segurando.

No final, o Inter teve seu zagueiro Juan expulso, e Abel tentou tirar proveito disso, sacando Sóbis e colocando Lanzini. O Flu podia ter matado o jogo com Araujo, mas o atacante desperdiçou a chance. O Flu se segurou mais um pouco e conquistou importantíssimos três pontos.

Agora com 56 pontos, o Flu ocupa a 3ª colocação, somente dois pontos trás do líderes Corinthians e Vasco. Na próxima rodada, o Tricolor enfrenta o complicado lanterna América-MG, que derrubou o líder Corinthians hoje. O confronto será no Engenhão as 19 horas de sábado. Uma vitória pode colocar o Flu pela primeira vez na liderança, mas pra isso, Vasco e Corinthians devem tropeçar contra Botafogo e Atlético-PR respectivamente, sendo que empates já ajudam o Fluzão. 

Vida ou morte

O Campeonato Brasileiro é um torneio de pontos corridos, mas quando chegamos à reta final, todas as partidas viram um verdadeiro mata-mata. Talvez uma derrota não tire o time de vez da luta, mas a vitória do concorrente pode reduzir todas as suas chances à zero. São seis jogos daqui até o fim e se quiser erguer a taça, o Fluminense não depende só de si. Tem que vencer as seis partidas e contar com a ajuda de João de Deus para que os outros tropecem no meio do caminho. Esse é o mata-mata do Brasileirão, você mata um e torce pra um outro também morrer, como uma simples questão de "ou eu ou você", e claro, nessa situação, sou muito mais "eu", ou melhor, o Flu.

O primeiro alvo talvez seja um dos mais difíceis de matar nessa reta final. O Internacional, dentro de seu campo, o Beira-Rio, é um adversário duro de derrubar, mas não imbatível. Dentro de casa, foram duas derrotas, para o São Paulo e pro Ceará, além de 6 empates. A missão se torna mais complicada quando não contamos com o nosso principal artilheiro, Fred. A missão de fuzilar o Colorado fica no pés (ou na cabeça) de Rafael Moura, que vai ficar encarregado de tentar eliminar o Internacional da cola do Flu na tabela e de impulsionar o Tricolor para terceiro lugar.

Dentro do Flu são três ex-Colorados: o atacante Rafael Sóbis, o volante Edinho e o técnico Abel Braga, sendo todos do ano de ouro da equipe gaúcha. Em 2006, Sóbis foi o destaque do Internacional campeão da Libertadores, comandado por Abelão, mas no Mundial de Clubes o atacantes já havia saído pra Europa, mas veio o volante Edinho, que foi campeão do mundo também sob o comando de Abel.

Mas deixando os velhos tempos de lado, o trio vai enfrentar o ex-clube na seguinte formação: Diego Cavalieri, Mariano, Elivélton, Leandro Euzébio e Carlinhos; Edinho, Valência, Deco e Marquinho; Rafael Sóbis e R. Moura.

O Beira-Rio vai estar lotado para o jogão entre o Tricolor e o Colorado, às 19 horas, com transmissão ao vivo pelo SporTV para todo o Brasil.

sábado, 5 de novembro de 2011

Com dores na panturrilha, Fred fica de fora do jogo contra o Inter

Mais uma vez, Abel Braga não poderá contar com o seu principal jogador. No treino de onte, Fred deixou o treino se queixando de dores na panturrilha direita e sequer participou do rachão de hoje, e por decisão do departamento médico do clube, o capitão vai desfalcar o Fluminense no confronto de amanhã contra o Internacional no Beira-Rio, às 19 horas.

Para a sorte de Abelão, o reserva imediato de Fred já está de volta à luta. Rafael Moura já pode voltar a ser escalado e será o titular do confronto de amanhã, voltando a fazer a dupla de ataque de Rafaeis
, Moura e Sóbis.

A lesão dá mais uma pausa na boa fase vivida pelo atacante, que já vinha sendo cobiçado para disputar a artilharia do campeonato (já estava em segundo, com 13, 9 atrás de Borges, o artilheiro santista). A esperança do Tricolor é de que o camisa 9 esteja apto pro confronto de sábado 12/11, quando o Flu enfrenta o América-MG no Engenhão.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Do quase à supremacia

A década de 40 não pode ter começado com o pé direito pro Fluminense. Afinal, amargou um terceiro lugar em 1942, um vice em 43 e quarto em 44 e 45. No entanto, conquistou um Torneio Extra em 1941, quando derrotou o São Cristovão por 2x1 na final, consagrando a grande campanha de 9 vitórias e apenas uma derrota, com 40 gols pró e 13 sofridos.

Se no campo o Flu não ia vivendo sua melhor fase, fora dele continuava em estado de glória. Depois das consagrações olímpicas, o Tricolor fundou uma Escola de Instrução Militar em outubro de 1937, que nos anos de 1940 e 1941 foi primeiro lugar de eficiência e disciplina, fora algumas contribuições para o Exército Brasileiro que embarcaria para a Itália em função da II Guerra Mundial.

Entre as turbulências da guerra, o Fluminense se reencontrou com as conquistas. Em 1946 voltou a ser Campeão Carioca, onde quatro equipes terminaram empatados no final do torneio, sendo necessário a realização de um quadrangular final chamado de Supercampeonato. O Flu não decepcionou e obteve uma bela campanha de 5 vitórias e um único empate, sagrando-se campeão estadual contra o Botafogo em São Januário, pelo placar de 1x0, gol de Ademir.

O time das Laranjeiras voltaria a erguer uma taça em 1948, no Torneio Municipal daquele ano, derrotando o Vasco da Gama na finalíssima. Foram três partidas entre os dois para decidir o título, sendo que na primeira o Flu venceu por 4x0, mas perdeu a segunda por 2x1, deixando escapar a chance de definir em dois jogos. No jogo desempate, o Tricolor não vacilou e venceu por 1x0, sendo o gol do título de Orlando Pingo de Ouro, numa bela bicicleta.

Para encerrar a década de 40 em alto nível, o Flu recebeu um prêmio que orgulha os Tricolores até os dias de hoje. Em 1949, O Comitê Olímpico Internacional premiou o Fluminense Football Club com a Taça Olímpica, honraria concedida à melhor organização esportiva do ano, sendo considerada o Prêmio Nobel do Esporte. Até os dias de hoje, o clube das Laranjeiras é a única instituição brasileira que recebeu o troféu, sendo também o único clube de futebol com tal premiação.

Mais uma vez o Dalhe Nense! se desculpa por mais esse atraso de publicação. Os dias andam um tanto corridos pra mim, e acabei por me esquecer completamente da série. Enfim, antes tarde do que nunca. Próximo post sobre a década de 50 já está pronta e só resta ser postada, ou seja, não haverá outro atraso.